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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Livro: Comer, Rezar, Amar

Tava na hora de começar a fazer reviews de livros aqui no blog, até porque isso vai me ajudar a largar de preguiça e ler mais. Eu gosto de ler,mas sou seletiva demais, o livro tem que realmente me cativar pra que eu continue lendo, ou vou acabar jogando ele no canto facinho, facinho...

Eu tava louca pra ler esse livro desde antes de ver o filme (é, vi o filme antes!) até que finalmente ele chegou as minhas mãos, como presente de Natal no ano passado. E superou minhas expectativas! Ainda que eu tenha levado dois meses lendo, justamente porque sou preguiçosa mas também porque queria ler com calma e depois porque eu não queria que acabasse!

Não fez a menor diferença já ter visto o filme, porque o livro é altamente superior (como de costume né?) e tem passagens que somente lendo para elas realmente fazerem sentido.

Eu não conhecia o trabalho da Elizabeth Gilbert, meu primeiro contato foi lendo este livro, mas, primeiramente devo dizer que o mais agradável de tudo é a maneira como ela escreve. Eu ouso, mas com muita muita ousadia, dizer que temos uma linha parecida. Sei lá, várias vezes quando estava lendo eu pensava que descreveria tal coisa da mesma forma se estivesse escrevendo. Pode parecer esquisito, mas me identifiquei com ela em vários sentidos, principalmente no jeitinho de ser escritora (bom, não que eu seja uma, mas realmente gosto de escrever).

Vocês já devem saber do que se trata o livro...Elizabeth conta sua trajetória pessoal durante um ano viajando pela Itália, Índia e Indonésia, seus conflitos, seus medos, sua espiritualidade, sua maneira de encarar a vida, o amor, o próprio corpo. Como disse Elle Macpherson na contracapa do livro, "toda mulher deve lê-lo". SIM. Porque com certeza vai tirar vários pontos úteis pra sua vida, pra um dia ou outro específico que seja.

Olha eu sei que muita gente considera um "crime" riscar livros e fazer orelhinhas, mas eu precisei fazer isso. Existem várias passagens que marquei como importantes para ler outras vezes quando simplesmente precisar, o livro acabou se tornando um manual, ou uma espécie de "aconselhador" que estava ali, era só abrir e ler.

Minha parte favorita sem dúvidas foi na Itália, talvez porque se encaixe mais com o momento que estou vivendo agora, em alguns sentidos. Elizabeth vivencia os prazeres da vida sem culpa, se desprende de padrões de beleza, se entrega a conhecer uma nova língua, novas cidades e faz amigos com toda facilidade.

Aliás, essa habilidade, ou esse dom, de fazer amigos facilmente foi o que achei mais incrível. Ela pode ter conhecido por uma temporada, mas ela considera amigo, ela se entrega de forma que as amizades criam laços e atravessa "limites" da língua, nacionalidade, gostos e diferenças...que geralmente por preconceitos próprios não deixamos ir além. Se tem uma coisa que admiro nela e foi de grande aprendizado pra mim foi esse desprendimento.

Um outro salve pra maneira como ela lida com a mente dela mesma, a forma como se escuta e como conversa e como começa a "dominá-la" de maneira amistosa (claro...) para que os pensamentos conflituantes que geram insônia (e isso é meu caso) se acalmem, adormeçam e tenham hora certa pra chegar.

Esse livro desbancou meu livro de poemas favoritos do Pablo Neruda, sem medo de me deixar levar pela "modinha" dele, eu digo mesmo que agora Comer, Rezar, Amar é meu livro favorito! Se ainda for preciso dizer, a nota pra ele é 10 ;)

E está mais que recomendado pra quem por um acaso ainda não o leu...
MUAH ;*

2 comentários:

Ana Maria disse...

Só um adendo, maninha querida: não é crime marcar livros...

Crime é quando você passa por um livro sem fazer marca nenhuma.

Isso me lembrou uma professora minha que tinha na época uma bebê aproximadamente 5 anos e ela rabiscou "inocentemente" o "Curso de Linguística Geral" novinho que ela tinha comprado pra dar aula.

Todo mundo falou que ela deveria ter repreendido a menina e ela disse que não. Aquilo havia sido um contato que ela teve com o livro, um contato único, que fez bem, teve sentido pra ela.

Pois bem, ela guardou o livro e a filha fez o quê? Letras como a mãe.

Quando ela entrou no curso, a mãe mostrou pra ela o livro. A garota, claro, morreu de vergonha, pediu desculpas pra mãe e a mãe (nossa professora) disse: Talvez, se eu tivesse barrado o contato da minha filha com o livro do modo que ela tivesse vontade, hoje ela não teria se tornado uma beletrista...

Por isso, rabisque, risque, grife, faça orelhinhas no seu livro sem culpa!

Beeeijos!

Amo vc!

Lalah Melo disse...

Sis, assisti o filme e não gostei mto não, achei chatinho...
Daí fiquei com um pé atrás de ler o livro, mas vc me deu uma animada!

Bjos!

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